 Catequistas da cidade ObjetivoLEVAR as crianças, adolescentes e jovens a conhecer a Jesus Cristo, e seu projeto de vida. E torna-se um cristão comprometido com a transformação da sociedade. Catequese da cidade Comunidades Centro 3 - Turmas de Primeiro ano Primeira Eucaristia 3 - Turma de Segundo de Primeira Eucaristia 1 – Turma de Crisma Jaguarao 6 - Turma de Primeiro ano de Primeira Eucaristia 1 - Turrma de Perseverança Monte Belo 4 - Turma de Primeiro Ano de Primeira Eucaristia 1 – turma de Perseverança 1 – Turma de Crisma Novo Horizonte 3 - Turma de Primeira Ano de Primeira Eucaristia 1 – Turma de Perseverança Pindorama 1 - Turma de Primeiro Ano de Primeira Eucaristia Agnaldo Lima 1 Turma de Primeiro Ano de Primeira Eucaristia Tamburi 1 – Turma de primeiro Ano de Primeira Eucaristia EQUIPE DE COORDENACAO Jacy Fabiene Michele Sandra Gilza Edineia Cleide Ir. Vera Lucia O QUE É CATEQUESEQuando se fala em catequese, muitos pensam na catequese que prepara as crianças à Primeira Eucaristia. Catequese hoje, não se confunde com o “dar catecismo”. A catequese faz parte da ação evangelizadora da igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Catequese é o ensinamento essencial da fé, não apenas da doutrina, como também na vida, levando a uma consciente e ativa participação na comunidade e irradiando uma ação apostólica. A catequese é um processo de educação da fé em comunidade, é dinâmica, é sistemática e permanente. A catequese é um PROCESSO DE EDUCAÇÃO DA FÉ. Em comunidade – porque é algo que vai se realizando aos poucos, num caminhar na comunidade, em busca de uma sociedade fraterna e justa.
A catequese é dinâmica – porque está sempre atenta às situações históricas e sociais da nossa realidade.
A catequese é sistemática – porque organiza uma programação para facilitar o conhecimento das verdades da fé, da palavra de Deus e do magistério da igreja.
A catequese é permanente porque passa por todas as etapas e por todas as faixas de idade.
A CATEQUESE É:Ø A missão primordial da igreja, que nasce da fé e se desenvolve na catequese permanente; Ø Uma missão que enriquece a quem a desempenha. Quando catequizamos, nós somos os primeiros catequizados. Ø Um anuncio e serviço para provocar um vivo contato com Jesus Cristo, nas dimensões pessoal e comunitária para uma vivencia cristã levando a um compromisso. Catequizar nos enche de alegria como também de muitas preocupações. Ser catequista não é fácil. E muito mais simples ensinar umas respostas do catecismo, para guardá-la na memória do que fazer catequese. A verdadeira catequese não é teórica, e VIDA, e AÇÃO. O que ser catequista? Quando não vemos os resultados imediatos da ação catequética pensamos que seja inútil catequizar. Muitas catequistas começam a catequese com certo entusiasmo e nas primeiras dificuldades desistem. É necessário ter paciência e dedicação. A catequese é uma caminhada ou uma ação, como processo educativo da fé. O catequista tem como missão educar a fé de toda a comunidade para que, catequizada, seja catequizadora. Isso requer tempo: dias, meses, anos... O catequista é enviado. Sua missão possui duplo sentido: é enviado por Deus, constituído ministro da Palavra pelo poder do Espírito Santo, e é enviado pela comunidade, pois é em seu nome que ele fala. Integrado na comunidade, conhece bem sua historia e sua inspirações, sabe animar e coordenar e participação de todos. O catequista é uma pessoa que: v Crê em Jesus Cristo e segue o seu evangelho; v Responde à sua vocação de batizado e de crismado; v É indicado e acolhido pela comunidade. Isto quer dizer que é membro atuante e participante da comunidade e dá testemunho de vida cristã; v Busca com dedicação a formação necessária para esta missão. Quando aceitamos ser catequista tomamos consciência de que a nossa opção é uma resposta ao chamado de Jesus Cristo. Como os apóstolos, podemos continuar o projeto de Jesus levar a boa noticia aos pobres e excluídos e excluídas da sociedade. A catequese nos compromete a ajudar os nossos irmãos nos caminhos da fraternidade, da justiça, da liberdade e da paz. Assim podemos dizer que nossa opção é por Cristo e pelos irmãos e irmãs. Quando avaliamos a nossa catequese devemos nos perguntar se estamos buscando esses caminhos que levam a criar um nova sociedade, segundo o projeto de Deus. Se a nossa catequese não caminha nesse sentido e se nos contentamos apenas em semear algumas boas idéias, algumas palavras bonitas aos nossos catequizandos, não cumprimos o que espera de nós. Qualidades de um Catequista1. O catequista deve ter uma espiritualidade profunda de adesão a Jesus Cristo e à Igreja. Devem testemunhar por sua vida, seu compromisso com Cristo, a Igreja e sua comunidade. Deve ser uma pessoa de oração e alimentar sua vida com a Palavra de Deus.2. Deve ser uma pessoa integrada na sua comunidade. A catequese, hoje, deve ser comunitária.3. O Catequista precisa de uma consciência crítica diante de fatos e acontecimentos. Deve levar a comunidade à reflexão sobre a sua realidade, à luz da Palavra de Deus.4. Ter sempre uma atitude de animador. Saber ouvir e dialogar, caminhando junto com a comunidade.5. O catequista deve conhecer a fundo a mensagem que vai transmitir. Deve conhecer a Bíblia e saber interpretá-la; deve saber ligar a vida à Palavra de Deus e vice-versa.6. O catequista precisa ter também certas qualidades "humanas": - ser uma pessoa psicologicamente equilibrada; - saber trabalhar em equipe, ter uma certa liderança e ser criativo; - ser uma pessoa responsável e perseverante. Responsabilidade e pontualidade são necessárias; - ter amor aos catequizandos e ter algumas noções de psicologia, didática e técnica de grupo; - sentir dentro de si a vocação de catequista.7. O catequista deve cuidar constantemente da sua formação. Nunca pode dizer que está pronto para sua tarefa. Precisamos de uma formação permanente: - através de dias de encontro, reflexão e oração com os catequistas da sua comunidade; - planejando e programando junto com os outros, ajudando-se assim mutuamente; - participando de cursos dentro da própria comunidade ou paróquia,ou fora; - lendo bastante, atualizando-se sempre, estudando os documentos da Igreja sobre catequese e outros assuntos atuais; - formando o grupo dos catequistas.8. Outras qualidades:Ninguém nasce catequista. Aqueles que são chamados a esse serviço tornam-se bons catequistas através da prática, da reflexão, da formação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé.O catequista exerce um verdadeiro ministério, isto é, um SERVIÇO. E como nos diz o documento Catechesi Tradendae (A Catequese Hoje) a "atividade catequética é uma tarefa verdadeiramente primordial na missão da Igreja". O catequista não age sozinho, mas em comunhão com a Igreja, com o grupo de catequistas. O grupo de catequistas expressa o caráter comunitário da tarefa catequética. E com o grupo que ele revê suas ações, planeja, aprofunda os conteúdos, reza e reflete.O catequista necessita das seguintes qualidades:• Ser uma pessoa com equilíbrio psicológico;• Ter capacidade de diálogo, criatividade e iniciativa, saber trabalhar em equipe;• Ser perseverante, pontual e responsável;• Ser participativo, engajado nas atividades da paróquia, da comunidade e ter espírito de serviço;• Ter vida de oração, leitura e meditação diária da Palavra de Deus;• Ter espírito crítico e discernimento diante da realidade;• Ser capaz de respeitar a individualidade de cada pessoa.Isso não significa que exista uma pessoa que tenha todas essas qualidades, mas que devemos procurar desenvolvê-las no nosso dia-a-dia, pois se somos chamados, escolhidos por Jesus, Ele nos dá a graça para alcançá-las."9. Uma paróquia onde não se prega a vivência de Jesus Vivo e Sacramentado e sim um Cristo histórico, como numa escola de catecismo, sem a preocupação de se criar um amor entre o catequizando e Deus. A ESPIRITUALIDADE DO CATEQUISTA1. A espiritualidade do catequista é Trinitária: revela a comunidade divina, a Santíssima Trindade. Deus Pai que nos ama com amor materno, Jesus que nos faz irmãos e o Espírito Santo que nos santifica. Esta experiência da presença das Três Pessoas Divinas em nós: é uma presença viva, transformante e operante. Deus revela-se, no seu mistério Trinitária, como comunidade! Nossa espiritualidade deve ser também essencialmente comunitária. Deus não é um Deus isolado e solitário. É comunidade. Age, atua, santifica e salva com comunhão trinitária. É necessário experimentar o Deus que nos cria e ama (Pai), que nos salva e caminha conosco (Filho Jesus) e que nos santifica (Espírito Santo). 2. A espiritualidade do catequista é Bíblica. O catequista escuta com fé a Palavra de Deus e está a serviço dela, como porta-voz da Boa Notícia que se manifesta nos acontecimentos. Está no serviço profético em favor da Palavra, e anuncia com firmeza que Cristo Ressuscitou. 3. A espiritualidade do catequista é eclesial, litúrgica. O catequista acolhe com fidelidade o ministério da Igreja, celebrando e testemunhando o mistério de Jesus Cristo, participando com muito amor das festas litúrgicas, vivendo plenamente o ano litúrgico. A Igreja é o lugar do encontro sacramental com o Senhor vivo e Ressuscitado. 4. A espiritualidade do catequista é Eucarística. O catequista participa da Celebração da Eucaristia como ato central da sua vida, alimentando a sua vida de oração, de contemplação e sacramental encarnada na vida do povo. 5. A espiritualidade do catequista é Mariana. Segue o exemplo de Maria, realizando na humildade do serviço e no acolhimento da Palavra viva de Deus. Maria é a primeira a se comprometer com o povo pela sua fidelidade, disponibilidade e entrega a Deus. Busca meditar e guardar no coração as experiências de vida com o olhar de fé, na intimidade com Jesus Cristo, para realizar o Projeto de Deus, na comunidade e na sociedade. 6. A espiritualidade do catequista é vivencial e não abstrata. Deus se revela em nossa vida, através dos fatos e acontecimentos. A mensagem que transmite vem acompanhada sempre do próprio testemunho, comunicando amor, coerência de vida, reflexão, oração e ação. 7. A espiritualidade do catequista é libertadora. Revela a Boa Nova que ecoa em todos como anúncio da libertação dos oprimidos, incentivando a que se resgate a dignidade de cada filho de Deus. Desde a Encarnação de Jesus, toda a realidade humana ficou impregnada de sua presença. Espiritualidade libertadora é um dos frutos da conferência de Medellín, e, 1968. Ela parte do princípio de que Jesus veio para nos libertar de toda forma de opressão. Jesus mesmo nos apresenta o seu projeto: “O Espírito do Senhor está sobre mim. Ele me enviou para anunciar a boa notícia aos pobres, dar a liberdade aos presos, fazer com que os cegos vejam, restituir a liberdade aos oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lc 45,18-19). Não é possível ter uma espiritualidade sem mergulhar, como Jesus fez, na realidade do povo e lutar junto com este povo, pela sua libertação. 8. A espiritualidade do catequista é alegre e esperançosa. A presença de Deus na vida do catequista causa muita alegria e esta alegria é partilhada com toda a sua comunidade, levando esperança diante dos momentos de sofrimento e aparente derrota, assim como ânimo para perseverar na caminhada. A espiritualidade é a alma do seguimento, anúncio e missão, tornando-se luz e sal na construção de uma nova sociedade. Como foi a espiritualidade de Jesus?1. Jesus conseguiu conviver com os conflitos por causa de sua intimidade com o Pai. Deus é em Jesus uma experiência afetiva. Conversava com o Pai com o coração, colocando todo seu amor por Ele e todos os acontecimentos de sua missão. 2. Para Jesus, a ação era oração, mas Jesus parava as suas atividades apostólicas para rezar. 3. São necessários, na nossa vida, ter momentos fortes de oração, de intimidade com Deus. 4. O caráter cristológico é a vida em comunhão com Jesus; reconhecendo-o nos acontecimentos, no Plano de Deus e no rosto dos nossos irmãos sofridos. 5. Por isso, podemos dizer que o resumo da espiritualidade de Jesus foi a sua opção pelos pobres, pelos marginalizados e pelos abandonados da sociedade. A prática de Jesus é uma ação dinâmica em direção à vida. Sua oração brotava livre e comprometida nas diversas situações. Tinha uma intimidade com o Pai. Aí Ele tinha forças para a missão. Eis alguns textos onde percebemos Jesus em oração. Jesus reza: * No deserto: Mt 4,1-11 * Na sinagoga, com o povo: Lc 4,14-21 * Entre os pobres: Mt 11,25-27 * Aos amigos: Lc 22,31-32 * Pelos discípulos e por você: Jo 17,20-26 * No sofrimento: Lc 22,39-46 * Antes de dar a vida a Lázaro: Jo 11,38-44 * Fala da oração, ensina o Pai-Nosso: Mt 6,5-15 * Pede oração pelos evangelizadores: Mt 9,37 * Reza no Tabor e convida à oração: Lc 9,28-35. A espiritualidade do catequista na pós-modernidade A missão do catequista no contexto atual exige uma formação profunda, pois, para falar de Deus e em nome de Deus é necessário conhecê-lo, ter contato com Ele e com a realidade em que vivemos. Munido desta espiritualidade o catequista está apto para realizar uma catequese concreta, transformadora, para que leve os catequizandos a perceberem as situações que favorecem ou que dificultam a realização do projeto de Deus. O cultivo da espiritualidade do catequista deve ser um processo permanente, estando presente e animando os diversos momentos de sua ação, influenciando os meios usados por ele para evangelizar/catequizar, provocando a interação entre fé, vida e comunidade. Torna mais transparente e visível a mensagem As qualidades do catequista: 1. Ser líder profético. 2. Manifestar confiança profunda e firme. 3. Manter a perspectiva eclesial. 4. Doar o seu verdadeiro eu. 5. Ser alegre. 6. Manter o espírito de admiração e de temor a Deus. 7. Assumir a teologia da cruz. 8. Ser instrumento de ternura e de misericórdia. 9. Assumir uma vida simples. 10. Ser uma pessoa de oração. |